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  06.05.2008  

 Termina hoje o I Seminário Nacional de Combate à Desertificação
O primeiro dia do encontro é marcado por homenagens

Brasília, 06/5/2008 (IICA) – Termina hoje, 6 de maio, o I Seminário Nacional de Combate à Desertificação, em Brasília.

Na abertura do encontro a ministra Marina Silva anunciou mudanças na estrutura da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável, que passará a se chamar Secretaria de Combate à Desertificação, Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável.

"Nos últimos cinco anos saímos praticamente do zero, em termos de estrutura dentro do ministério, para a criação de uma secretaria que incluirá a Convenção sobre a Desertificação como parte do seu nome: Secretaria de Combate à Desertificação, Extrativismo e Desenvolvimento Sustentável. Isso para dar o tamanho e a dimensão do problema e da solução que precisamos construir", afirmou a ministra.

O Representante do IICA no Brasil, Carlos Basco, participou da mesa de abertura do Seminário. Em suas palavras, Basco lembrou as ações do Programa de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca na América do Sul, uma iniciativa do IICA, BID e de um Fundo Especial do Governo do Japão.

“São desenvolvidas ações em seis países: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Equador e Peru, na identificação de Indicadores Físicos e Sócio-Econômicos que caracterizam a desertificação. A orientação do Programa segue os preceitos da Convenção de Combate a Desertificação das Nações Unidas a UNCCD. No Brasil, as regiões de Gilbués-Piauí, Seridó-Rio Grande do Norte sendo que as regiões de Irauçuba/Canindé-Ceará e Cabrobó-Pernambuco, conceituadas como núcleos de Desertificação, também inserem-se, entre outras ações desenvolvidas pelo Programa”, ressaltou Basco.

Das três convenções internacionais que tratam dos problemas ambientais decorrentes da ação humana que mais afetam o Planeta - a de Mudanças Climáticas, a da Biodiversidade e a da Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (UNCCD) - esta última, segundo Marina Silva, é ainda a que menos mobiliza a opinião pública e, em conseqüência, os governos. No entanto, ela já afeta diretamente mais de dois bilhões de pessoas, especialmente nas regiões mais pobres do Planeta.

"O Brasil tem uma região semi-árida com graves problemas e que será a mais afetada pelos efeitos da mudança do clima pela perda da biodiversidade. É necessário garantirmos recursos e comprometimento político para enfrentar esse problema, promovendo o desenvolvimento sustentável nessas regiões". A ministra alertou os delegados da necessidade de cobrar esse compromisso dos candidatos que disputarão as eleições municipais de outubro próximo.

O seminário marca os quatro anos do Programa de Ação Nacional de Combate e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAN-Brasil) e deve tirar propostas que serão levadas à Conferência Nacional do Meio Ambiente, que começará amanhã, 7 de maio, em Brasília.

Homenagens

No encerramento do primeiro dia do seminário foram homenageadas 12 personalidades que contribuíram para a elaboração do PAN Brasil. Entre elas a ministra Marina Silva, na ocasião representada pelo secretário Egon Krakhecke; Gertjan B.Beekman, especialista do IICA; Antônio Rocha Magalhães, Consultor do Banco Mundial; Anselm Duchrow, Representante da GTZ-BONN -Regional América Latina e Caribe em Combate á Desertificação; o diretor de Recursos Hídricos do MMA, João Bosco Senra; os deputados Edson Duarte e Paes Landim, além do economista Otamar de Carvalho, Sílvio Santana e Heitor Matallo.

Também foi lançado o livro Projeto Áridas, o CD Memória e Acervo: Projeto Áridas e a Rede de Informação e Documentação sobre Desertificação do Rio Grande do Norte - RN Desert.

O Projeto Áridas foi a primeira experiência de planejamento do desenvolvimento, com foco específico na sustentabilidade socioeconômica e ambiental do Nordeste brasileiro iniciada nos anos 1990.

O CD Memória e Acervo é uma versão eletrônica de textos técnicos e estudos elaborados pelos autores que colaboraram com o Projeto Áridas. A recuperação e recopilação do acervo foram coordenadas pelo especialista do IICA, Gertjan Beekman.

“O vasto acervo constituído ao longo da execução do Projeto Áridas, representa uma fonte inestimável para a consulta de dados e informações para estudos e pesquisas como fundamento para Planos, Programas e Projetos de intervenção que visem à convivência e o bem estar das comunidades e população da Região”, disse Carlos Basco.

O livro Projeto Áridas tem como organizador Sean E. Mckaughan e foi distribuído a todos os participantes do seminário que poderão usar seu conteúdo como referência para os projetos de combate à desertificação do semi-árido.

Segundo o secretário Krakhecke, o livro "vem socializar a metodologia desenvolvida por uma das mais importantes experiências de planejamento no Brasil: o Projeto Áridas".

Acesse o documento completo do CD Memória e Acervo, no link abaixo:

Áridas Final

Fonte: MMA


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