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Brasília, 17/6/09 (IICA) – Comemora-se no dia 17 de junho o Dia Mundial de Combate à Desertificação.
Considerando o fenômeno da desertificação uma das principais ameaças à humanidade, intensificada pelas mudanças climáticas e pela perda da biodiversidade, os governos estaduais preparam atividades que marcam a data.
Os governos dos estados estão desenvolvendo os Planos Estaduais de Combate à Desertificação, em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), a Cooperação Alemã GTZ, e a cooperação técnica do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).
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Espírito Santo
O estado do Espírito Santo realiza no dia 17, o Seminário de Combate à Desertificação, em Vitória. Segundo os organizadores, o objetivo do encontro é mobilizar os atores envolvidos com o tema desertificação, na busca da construção e realização um programa de combate a desertificação de forma participativa.
O estado prevê a elaboração do Programa de Ação Estadual de Prevenção e Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAE-ES) ainda este ano.
O evento acontecerá no auditório da Assembléia Legislativa do ES.
Ceará
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e o governador do Ceará, Cid Gomes, lançam, no dia 17 de junho, em Fortaleza, a II Conferência Internacional sobre Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Semiáridas (ICID +18, sigla em inglês), marcada para agosto de 2010 na capital cearense.
As comemorações têm início na cidade de Jaguaribe, onde acontecem o Seminário Estadual sobre Mudanças Climáticas e Seus Efeitos na Caatinga e o lançamento do Programa de Recuperação das Matas Ciliares da Bacia do Jaguaribe.
Por ser considerada a "face mais cruel das mudanças climáticas", segundo o secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEDR), Egon Krackeche, a desertificação ganhou um dia mundial de reflexão e debate. As mudanças climáticas globais, que causam a elevação da temperatura do planeta, estão acelerando o processo de desertificação e levando à queda na produção de alimentos na região nordestina.
Estudos da Embrapa traçam um quadro alarmante. A ameaça de desertificação reduzirá a área disponível para o plantio da mandioca, que juntamente com o milho e o arroz, formam a base da alimentação dos brasileiros. O impacto previsto atingirá principalmente a região nordeste, onde a cultura da mandioca deve sofrer um grande revés nas próximas décadas, segundo prevêem os técnicos da empresa.
Como evitar ou conviver com essas e outras perdas anunciadas, especialmente onde os índices de desenvolvimento econômico e humano são os piores do País é uma dos principais temas do debate, organizado pela Coordenação de Combate à Desertificação da SEDR. Os nove estados nordestinos, Minas Gerais e Espírito Santo, todos com áreas no semiárido, devem apresentar seus planos estaduais de combate, mitigação e convivência com a desertificação, realizados com o apoio do MMA e que estão em diferentes estágios de desenvolvimento.
A primeira ICID foi realizada em janeiro de 1992 com o objetivo de fortalecer, no âmbito da Conferência de Cúpula Rio 92, as discussões sobre os graves problemas ambientais das regiões áridas e semiáridas do globo e se desdobrou na Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD, sigla em inglês).
Fonte: Com informações do MMA